O som vinha das colinas — suave, quase sagrado. Um violino tocava no alto do vinhedo, onde o vento dançava entre as folhas e levava consigo notas que pareciam feitas de luz.
Era Enzo di Montevino, bisneto de Victor e Isabella.
Músico por vocação, poeta por alma.
Desde criança, dizia que Montevino tinha sua própria canção. Que cada videira, cada gota de orvalho e cada pedra do velho casarão possuíam uma nota invisível — bastava escutar com o coração.
Naquela manhã, sentado sobre um muro de pedra