O relógio marcava sete horas da manhã no Brasil quando finalmente fiz a ligação.
Para mim ainda era madrugada, mas eu não havia pregado os olhos.
Meu humor não tinha melhorado.
Minha paciência, muito menos.
Eu queria respostas. E as teria.
A chamada tocou duas vezes antes de ser atendida.
— Bom dia, Sheik, ou melhor… para você ainda é noite.
Disse Carolina, com aquela voz carregada de ironia.
— O que faz você me ligar tão cedo? Veio tratar do retorno da Júlia? Seu tempo está chegando ao fim.