SHEIK
*
A primeira coisa que fiz foi impor silêncio.
Não por frieza, nem por controle absoluto, mas por consciência. Aquela noite era uma afronta direta às regras que sustentavam o palácio, às tradições que haviam moldado cada decisão da minha vida desde que aprendi a andar. Júlia não era ainda minha esposa. Aquela cama não era apenas um leito. Era um símbolo. Um espaço considerado inviolável.
E ainda assim, eu estava disposto a comer ela ali.
Voltei a reafirmar o meu pedido inicial...
— Não g