Quando atravessei a porta da suíte do harém, senti o peso da realidade cair sobre mim como um manto pesado demais para ser retirado. O silêncio do corredor ficou para trás, substituído por um ar denso, carregado de tensão. Laura estava sentada na cama, com a postura rígida, as mãos apoiadas sobre o colo como se tentasse se manter inteira à força. Seus olhos estavam vermelhos. Não era difícil perceber que ela havia chorado antes de eu chegar.
Ainda assim, ao me ver, ela se levantou quase no mesm