JÚLIA
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Eu era uma jovem cheia de sonhos, como qualquer outra. Tinha medos, expectativas, idealizações silenciosas que nunca confessei a ninguém. Desde muito cedo, aprendi a imaginar o futuro como uma promessa, não perfeita, mas minha. E, claro, em algum momento, como toda mulher, imaginei como seria a minha primeira vez.
Nunca foi um cenário grandioso. Não pensei em luxo, nem em excesso. Pensava em carinho, em segurança, em mãos que não tivessem pressa. Em alguém que me olhasse como se eu foss