Eu ainda sentia a raiva pulsando nas veias, aquela fúria quente que parecia subir do estômago até o peito, queimando cada pensamento de forma descontrolada.
A ligação com Carolina tinha terminado há poucos minutos, mas a sensação de ter sido desafiado continuava martelando dentro de mim.
Eu não estava acostumado a ser contrariado, ainda menos por uma mulher que mal conhecia minha força, minha influência e o alcance do meu poder. Carolina podia ter coragem, mas era estúpida.
Peguei o celular de novo. Eu sabia que já era madrugada, mas não me importei nem por um segundo. Se algo estava fugindo do controle, eu exigia resposta imediata, então, liguei para a Nádia.
Nádia demorou alguns segundos para atender, e quando o fez, a voz dela saiu baixa, arrastada, ainda tingida pelo sono, mas havia medo ali também. Medo de mim.
— Senhor… aconteceu alguma coisa?
Ela perguntou, como se já soubesse que eu não procuraria por mero capricho.
Eu respirei fundo, tentando controlar o tom, mas não conse