Saí daquela suíte como se já tivesse vencido a guerra antes mesmo de entrar no campo de batalha. Júlia não tinha dito “sim”, mas não precisava. O medo de perder a mãe, a falta de dinheiro, o mundo inteiro contra ela, tudo isso já a colocava dentro do meu jogo.
E no meu jogo, eu nunca perco.
Pedi que preparassem tudo. Documentação, cláusulas, sigilos, benefícios médicos.
Nenhuma linha falava sobre sexo, não explicitamente.
Mas cada parágrafo gritava domínio.
Poder.
Posse.
Eu a teria em minhas mãos.
Legalmente.
Financeiramente.
Fisicamente.
Enquanto revisava o contrato no escritório do palácio, senti uma inquietação sutil. Algo que parecia um aviso, mas o ignorei. Não era dia para fraquezas.
No fim da tarde, quando tudo estava pronto, liguei para o número da dona da agência.
— Carolina.
Minha voz cortou qualquer formalidade.
— Sheik?
O tom dela soou surpreso.
— Aconteceu algo?
— Desculpe o horário...
Chequei o relógio.
— Mas esta ligação não podia esperar.
— Aqui no Brasil já passa d