JÚLIA
*
Eu permaneci ali, debruçada na cama do quarto, com o rosto encharcado de lágrimas, me sentindo um erro ambulante prestes a perder tudo ao mesmo tempo, minha mãe e a mim mesma.
—Eu não sirvo nem para ser puta.
Gritei, como se nada ao redor pudesse me ouvir.
Quando decidi que não seria concubina daquele Sheik frio e controlador, não imaginei que minha única alternativa seria piorar o cenário que já estava ruindo. Era como escolher entre a coleira dele e a coleira do mundo.
O celular vibrou sobre a escrivaninha, me fazendo levantar o rosto no mesmo instante. Eu esperava, do fundo da alma, que não disse o hospital dizendo o pior, já que eu estava demorando a dar uma resposta, mas era Carolina.
Eu engoli as lágrimas e destravei o aparelho com mãos trêmulas.
A mensagem dela fez meu peito afundar...
“Que bom que você se deu conta que eu sou a sua melhor escolha. Agora, para que eu faça tudo o que estiver ao meu alcance pela sua mãe, preciso que você assine um contrato comigo que afi