O silêncio entre nós era espesso, quase palpável, como se o ar tivesse se transformado em uma parede invisível me separando do mundo que eu conhecia até algumas horas atrás.
Eu sentia o som acelerado do meu coração batendo contra as costelas, e a cada passo que ele dava em minha direção, parecia que meu corpo inteiro era atingido por ondas quentes que me impediam de pensar com clareza.
Ele avançou lentamente, com a postura de quem já sabe exatamente o efeito que provoca. Os pés deslizavam sobre o mármore sem fazer barulho agora, como se ele fosse uma sombra viva se aproximando da presa.
Eu não recuei, não porque fosse corajosa, mas porque minhas pernas simplesmente não responderam.
Quando ficou próximo o suficiente para que eu sentisse seu hálito quente contra a minha pele, ele inclinou a cabeça de leve, me observando como quem avalia uma joia rara. Seus olhos âmbar tinham um brilho perigoso, dominador, e ao mesmo tempo… curioso. Como se ele estivesse saboreando cada segundo antes d