O som da porta se abrindo ainda ecoava nos meus ouvidos quando tudo à minha volta pareceu congelar. A suíte era ampla demais, silenciosa demais, eu não o via ainda, mas ouvia seus passos firmes, com passados, como os de alguém que não pedia licença para existir.
Cada passo soava como uma sentença, o chão de mármore parecia amplificar o som das solas dos sapatos dele, e eu quase podia senti-lo se aproximando mesmo sem vê-lo ainda.
Minha respiração ficou curta e o meu corpo inteiro arrepiou.
Fiquei de pé, bem em frente à cama, como se estivesse sendo julgada antes mesmo do crime. A lingerie colava na minha pele como se não quisesse mais sair, e pela primeira vez, percebi que minhas mãos tremiam levemente.
O som dos passos diminuiu e então ele surgiu.
Do corredor interno, entre as colunas douradas que levavam até a parte central da suíte, ele apareceu.
E, por um segundo, eu esqueci como se respirava.
O homem diante de mim era o oposto de tudo que eu havia imaginado. Ele não era velho, ne