CAPÍTULO 11

Aquele olhar.

Profundo. Escuro. Intenso.

Ele me observava como se me conhecesse por inteiro, como se cada reação minha estivesse exatamente onde ele queria que estivesse.

E então ele sorriu.

Não era um sorriso gentil, nem divertido. Era um sorriso perigoso. Um sorriso de quem sabe exatamente o que faz.

Eu estava ferrada não por estar num quarto de hotel com um homem que tinha poder suficiente para comprar a minha virgindade, mas por estar diante de alguém que poderia me destruir por dentro sem sequer precisar me tocar de novo.

Ele era envolvente. Intoxicante. O tipo de homem que não precisava pedir para ser desejado. O corpo dele, a voz, o olhar… tudo gritava perigo. Mas também atração.

E, pior do que tudo isso, ele sabia disso.

A vergonha me atingiu como um soco no estômago. Eu tinha acabado de gozar nos dedos de um homem que nem conhecia, com quem eu mal trocara algumas palavras. Minhas pernas vacilaram. Eu me afastei num impulso, virando as costas para ele, como se o simples ato de
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