A dor latejava no meu rosto, na altura do lábio cortado, e o gosto metálico de sangue ainda insistia em me lembrar que tudo aquilo era real. Não era um pesadelo. Eu estava sentada dentro de um táxi, ao lado do homem que tinha destruído minha carreira, meu corpo, minha paz. Carlos Ricci. E ele tinha uma arma.
Do lado de fora, a cidade seguia seu ritmo indiferente. Turistas tiravam fotos, carros buzinavam, cafés se enchiam para o almoço. Mas dentro daquele táxi, o mundo era outro. Denso. Silencio