O mundo havia se partido em mil pedaços.
Eu estava no chão. Joelhos ralados, palmas das mãos úmidas do frio do piso, a visão embaralhada pelas lágrimas que não paravam de cair. A minha bolsa havia voado longe, meu celular estava destruído, e o único som que preenchia meus ouvidos era o eco da dor. O caos ao meu redor parecia distante. Como se eu estivesse assistindo tudo por uma película embaçada.
Carlos. Ele tinha gritado comigo. Me empurrado. Me chamado de inútil. Disse que nunca me amou.
E e