A luz que entrava pela janela do quarto da UTI era suave, dourada. Aquela tonalidade quase celestial do fim de tarde. A claridade invadia o cômodo em feixes retos, cortando o ar com um calor delicado que beijava a pele. O sol tocava minha pele pálida como se quisesse garantir que eu ainda estivesse ali.
Vivo.
Cada parte do meu corpo parecia distante. Um eco. A dor era controlada por remédios fortes demais para que eu sentisse qualquer coisa além de um incômodo insistente, mas a consciência... e