Mundo ficciónIniciar sesiónLorenzo Monett não acredita em finais felizes, apenas em vingança. Traído pelo irmão e abandonado pela noiva, o CEO da multinacional Monett fechou-se em um castelo de arrogância. Mas quando sua secretária, Liza, invade sua sala em um ato de puro desespero, ele enxerga nela a peça que faltava. Sem escolha, com o pai entre a vida e a morte e uma ordem de despejo na porta, ela aceita o impensável: casar-se com o homem que mais teme para salvar quem mais ama. Um contrato é assinado, mas as cláusulas não previam o desejo e a conexão que surge entre eles. Entre brigas e olhares, ela descobre as feridas escondidas sob o terno caro. Mas amar um homem que tem medo da própria humanidade pode ser o jogo mais perigoso de todos.
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Liza Backer
— Eu sinto muito Liza mas já fizemos tudo que está em nosso alcance, não temos mais o que fazer, ou é a cirurgia ou infelizmente seu pai...
— NÃO! Eu vou conseguir, só não desligue os aparalhos dele agora, por favor. - Supliquei em meio as lágrimas.
— Uma semana Liza, é o tempo que você tem para conseguir o dinheiro.
Uma semana? Como eu vou conseguir noventa mil dólares em uma semana? Sai desesperada do hospital, atordoada com a noticia que acabará de receber, meu pai é a única pessoa que eu tenho, não posso perdê-lo, sempre foi somente nós dois, minha mãe veio falecer no parto, não tenho irmãos, desde a partida dela, meu pai nunca teve interesse de se envolver com ninguém, me criou sozinha e hoje, quem cuida dele sou eu.
Há mais ou menos seis meses atrás, descobrimos um tumor cerebral, devastando com nossas vidas, os exames e remédios são caros de manter e para isso, precisei procurar por um segundo emprego, tendo que trancar minha faculdade de direito para poder trabalhar a noite.
Sou uma garota de vinte e um anos, desde então tem sido uma luta para conseguir manter o aluguel, as depesas da casa, dos remédios e agora do hospital, onde meu pai se encontra impossibilitado. Durante o dia sou secretária na empresa Monett, a noite bartender em uma boate. A doença evoluiu muito rápido, deixando meu pai entre a vida e a morte, precisando de uma cirurgia de alto risco e com urgência, mas como irei conseguir o dinheiro? Estamos a beira de ser despejados do aluguel, tudo está virando de cabeça para baixo, não tenho com quem pedir ajuda.
— Liza? Ei garota? - Me desperto com Nastásia me chamando, olho para ela e solto um suspiro.
— Me desculpa!
— Onde está com a cabeça? Preciso de ajuda aqui.
Olho ao redor, o som alto ecoando na boate, o balcão cheio de caras tarados, esperando para serem atendindo, nos olhando com malicía, alguns já embriagados, há aqueles que são educados, mas são a minoria. Volto a aprestar atenção no trabalho, em uma plena quinta-feira, a casa estava cheia, não dando mais tempo de pensar no que fazer. Eram quase quatro horas da manhã, aos poucos as pessoas iam embora.
— Ei, está tudo bem?
— Não Nastásia, eu... - Parei o que estava fazendo e a encarei, sentindo meus olhos lacrimejando. – Eu tenho apenas uma semana para conseguir noventa mil doláres para salvar a vida do meu pai.
— Nossa! - Disse espantada. — Eu sinto muito, queria poder ajudar de alguma forma.
— Não, tudo bem, não se preocupe, darei um jeito de conseguir. - Um silêncio entre nós duas se fez presente, voltei aprestar atenção no que estava fazendo mas logo fui interrompida.
— E se fizer um empréstimo?
— O que? - A encarei.
— Um empréstimo no banco.
— Eu estou devendo aluguel, com contas para pagar, não acho que conseguiria. - Suspirei, essa realmente era uma ideia ótima.
— Eu consigo fazer para você! É o único jeito que consigo te ajudar.
— Não Nastásia, não posso aceitar isso.
— Liza por favor, eu sou sua melhor amiga.
Sinto algo bater em minhas costas, me viro, vendo um copo cair no chão, ergui o olhar encontrando um rapaz de bruços no balcão.
— Estão trabalhando ou de conversinha? - Olhei para Nastásia, ela me deu um olhar e sussurrou.
— Deixa ele comigo.
Dei de ombros, virei e continuei limpando, mas como eu irei paga-lá? Bufei frustada, não conseguimos mais conversar sobre o empréstimo, chefe apareceu para logo fechar a boate, era por volta das cinco e meia da manhã quando cheguei em casa, exausta. Não consegui dormir pensando em o que eu poderia fazer, vi o sol raiar, quando a campainha tocou dei um pulo da cama, quem poderia ser logo cedo?
Me levantei, vesti um hobe e segui para atender, assim que abri a porta, um buraco se abriu no chão, era agora que eu seria despejada.
— Bom dia senhora Mabel.
— Bom dia Liza, me desculpa querida, mas não consigo mais esperar.
— Senhora por favor...
— Preciso que hoje até as cinco da tarde, você esvazie esse apartamento.
Ela simplismente virou as costas sem que eu pudesse falar alguma coisa. Fechei a porta, me escorando na mesma e sentindo meu mundo parando, para onde eu irei? Ah meu Deus, tudo acontecendo em uma vez só. Me sentei no chão ali mesmo, abracei minhas pernas e chorei feito uma criança, me sentindo perdida.
Eu não sei por quanto tempo me desliguei, acordei com o celular tocando, quando atendi, Karolai estava louca no outro lado da linha, que o CEO havia chegado e eu estava completamente atrasada. Dei um pulo, corri para tomar um banho e me arrumar, droga era só o que me faltava, eu perder o meu emprego e se eu talvez pedisse um aumento ou um empréstimo para o meu chefe? Poderia descontando do meu salário.
— Você está ficando é louca Liza, chegar atrasada e ainda pedir aumento? - Ri nervosamente de mim mesmo.
No caminho, os pensamentos me dominaram, já estou na empresa há três anos, o CEO era o terror de todas nós mas absurdamente um Deus grego, o solteiro mais cobiçado de Dallas, mas além da sua grosseria, era um lugar de trabalho requisitado, um salário bom, beneficíos bom e várias oportunidade de crescimento.
— Bom dia!
— Bom dia bela adormecida, caiu da cama foi? - Dei um sorriso sem mostrar os dentes.
— Ele está com alguém na sala?
— Não, porque? - Não respondi, sai feito um furacão e abri a porta, sem pensar direito, mas parei assim que o ouvi.
— Mas que porra! Mattew irá mesmo casar com ela? - Ele me olhou, seu semblante parecia estar muito bravo, fiz mensão de sair, mas sua mão se ergueu e mandou eu entrar. — Você sabe que ele está fazendo isso para me provocar não é?
Me encaminhei constrangida para a cadeira em frente da sua mesa, me sentando na mesma, abaixando a cabeça. O que eu estou fazendo? Olhei para as mãos cruzadas sobre meu colo, movimento meus dedos nervosamente.
— O que? Você... Droga!
Ouvi o celular sendo jogado na mesa, mas me mantive da mesma forma, trancando minha respiração. Ele soltou um suspirar, o silêncio reinou naquele ambiente, consegui sentir a tensão, meu coração estava desgovernado, eu não posso me arriscar agora, não posso perder esse emprego.
— Bom dia? - Sua voz ecoou em minha cabeça, ergui para poder encara-lo, mas não consegui olhar nos seus olhos.
— Bom dia Senhor, me desculpe pelo atraso, eu fui despejada, minha vida está um caos, está tudo desmoronando.
Comecei falar sem parar, contando tudo o que estava acontecendo, como se isso importasse para ele, eu sou apenas uma funcionária que com certeza, ele mal sabe o meu nome. Estava colocando o meu emprego em jogo agora, mas eu já estava aqui, entrei na sala dele sem nem se quer bater na porta, pegando o mesmo em ligação, parecendo furioso. Lorenzo parecia nem estar aprestando atenção no que eu estava falando, não esboçava nenhuma reação, se mantinha parado, com a cabeça apoiada em sua mão, enquanto os dedos batiam sobre a mesa.
Suspirei quando terminei de falar, não sei por quanto tempo fiquei esperando por uma palavra dele, o tempo parecia ter parado e isso estava me incomodando, me deixando inquieta.
— Me desculpe senhor, eu não deveria ter te contado isso. - Me levantei. — Por favor, fingi que eu não estive na sua sala hoje, eu preciso muito desse emprego.
Ele se ajeitou em sua cadeira, ajustando seu terno carissímo, meus olhos automaticamente cruzaram com o dele, senti um arrepio na espinha, quanta ousadia minha, tentei desviar meu olhar mas não consegui, ouvi seu suspirar e logo sua voz ecoou em meus ouvidos.
— Liza não é? - Franzi minhas sobrancelhas, ele sabe o meu nome?
— Sim senhor.
— Quantos anos você tem?
— Vinte e um. - Disse receosa, porque ele estaria interessado na minha idade?
— Sente-se por favor. - Voltei a me sentar, enquanto o mesmo se levantava, dando a volta pela mesa e vindo em minha direção. — De quantos você precisa? - Lorenzo se escorou na mesa, ao meu lado, cruzando seus braços.
— Senhor... eu...
— Eu tenho uma proposta para você.
— Pro...proposta? - Gaguejei.
Ele se desencostou da mesa, se abaixando e levando suas mãos para a letaral da cadeira onde eu estava sentada, virando para ficar de frente para si, tranquei minha respiração, seu rosto estava próximo de mais, meus olhos analisaram seu rosto, sua barba por fazer, mandibula bem desenhada, esses braços... Ah meu Deus Liza, foco, ele é seu chefe, eu nunca fiquei tão próxima como estou agora, não temos muito contato, se ele demorar para falar e se afastar, eu irei desmaiar de tão nervosa que estou.
(...)LorenzoA presença do pai de Liza na casa trouxe uma serenidade que eu não esperava, mas também um lembrete constante de que o tempo é um recurso que não podemos comprar. Olhei para ela, sentada à beira da cama do pai, sussurrando histórias sobre o mar, e soube que não queria esperar nem mais um segundo para oficializar o que já estava escrito nas estrelas e no sangue.Saí para o terraço, o celular na mão. Eu não falava com eles há meses, não desde que o caos se instalou. Meus avós eram as únicas raízes que restaram em Dallas. Respirei o ar salgado e disquei o número.O toque chamou três vezes antes de uma voz rouca e melodiosa atender.— Pronto?— Vó? É o Lorenzo. &mda
(...)LizaMinha mente estava entrando em um curto-circuito. Eu nunca tinha visto esse Lorenzo, que me amarrava com um lençol, ditando o ritmo da minha própria respiração. Eu estava alucinada. A sensação do tecido prendendo meus pulsos contra a cabeceira era um constrate gritante com a maciez da sua lingua, que continuava o seu trabalho lento lá embaixo. Eu queria protestar, queria dizer que estava jogando sujo mas a única coisa que saía da minha garganta eram sons agudos, desconexos e carregados de uma urgência que eu não conseguia conter.Meus quadris agiam por conta própria, buscando o contato que retirava toda vez que eu chegava perto do ápice. Abri os olhos por um segundo e o vi entre minhas pernas, seus cabelos bagunçados. Ele não estava apenas me dando prazer, estava me reivindicando.— Lorenzo.... por favor... — Gemi, ignorando sua ordem de silêncio. Minhas costas saíram do colchão, meus pés se contrairam contra o colchão. Lorenzo parou, subiu o corpo, deslizando sobre mim c
(...)LorenzoA luz da manhã na ilha, não pedia licença, ela filtrava pelas cortinas de linho com uma suavidade que eu nunca tinha me permitido notar antes. Por anos, o amanhecer era o sinal de alerta, o momento de conferir os dados das ações mas hoje, o único ritmo que importava, era a respiração de Liza contra o meu peito. A observei enquanto dormia, seu corpo nu, grudado ao meu, emaranhada nos lencóis brancos. Ela parecia menor assim, desarmada, sem a postura rígida de uma esposa de um CEO. Passei a ponta dos dedos, quase sem tocar, pelo contorno do seu ombro. Apertei-a um pouco mais contra mim e ela murmurou algo incompreensível, alinhado-se no meu pescoço. Seu cheiro, era uma mistura de lavanda e algo que era puramente dela. Aqui, sobre esse teto, não havia um CEO, um homem de negócios, havia um homem que finalmente entendia que a maior vitória não era conquistar territórios, mas ser o porto seguro de alguém.— Eu amo você! — Sussurei, beijando o topo da sua cabeça. Essa fra
(...)Liza A mão de Lorenzo ainda estava entrelaçada na minha, e o calor que emanava dele parecia ser a única coisa real naquele cenário de sonho. Caminhamos pela areia fofa até o deck de madeira da casa, onde a luz suave das lanternas de papel balançava com a brisa. O mundo lá fora parecia ter ficado preso em uma dimensão que não podia nos tocar aqui.Ele parou de repente e me puxou delicadamente para frente, fazendo com que minhas costas encontrassem seu peito. Seus braços envolveram minha cintura, e ele descansou o queixo no meu ombro, olhando para o mesmo horizonte que eu.— Consegue ouvir? — Ele sussurrou perto do meu ouvido, sua voz vibrando contra a minha pele.— O quê? — Questionei, fechando os olhos e me entregando ao abraço.— O silêncio. Não há ninguém gritando ordens, nenhuma ameaça esperando o sol nascer. É só o mar. E você.Virei-me em seus braços, ficando de frente para ele. Encontrando seus olhos, e eu vi neles algo que a guerra costumava esconder, uma vulnerabilidade
Último capítulo