O sol já estava alto quando acordei, e um calor seco parecia ter se instalado no ar como um visitante insistente. Não era fácil dormir naquela cama improvisada, mas a sensação de estar viva, de ainda poder respirar, fazia cada instante valer a pena.
Abri o caderno na primeira página em branco e deixei os dedos deslizarem sobre o papel. Queria escrever algo que não soasse desesperado ou triste. Queria uma frase que fosse um lembrete — para mim mesma, primeiro — de que havia algo além da ruína.
E