O silêncio da manhã era quase um luxo naquele lugar. Acordei com a luz filtrando pelas janelas do ginásio e o som distante dos pássaros — um barulho tão simples que, por um instante, parecia longe de tudo que eu vinha vivendo.
Levantei devagar, o corpo ainda sentindo o peso da exaustão, mas com um leve impulso que eu não tinha há dias: vontade de olhar para frente.
No caminho até o galpão, pensei no quanto minha vida tinha mudado em poucas semanas. Antes, eu era Isabelle — professora de históri