Acordei antes do sol nascer. Por um instante, não soube onde estava. A claridade suave entrando pelas cortinas brancas, o silêncio absoluto… nada lembrava o contêiner apertado que fora meu quarto por tanto tempo.
Demorei uns segundos até perceber: aquela era minha casa. Meu lugar.
Me sentei na beira da cama, sentindo o coração bater devagar, como se também estivesse aprendendo a morar ali. O cheiro de madeira nova se misturava ao aroma doce da cesta de pães que Deborah deixara no dia anterior.