Naquela manhã, acordei com o som de vozes animadas lá fora. Por um instante, pensei que estivesse sonhando. Mas quando abri a cortina, vi o pátio tomado por bancas coloridas, cordões de bandeirinhas dançando no vento e crianças correndo entre as mesas.
Era o festival.
Me vesti depressa, tentando conter o frio na barriga. Quando saí, June já estava na banca do café, ajeitando xícaras esmaltadas em fileiras perfeitas. O avental azul amarrado na cintura, o cabelo preso num coque alto.
— Dormiu? —