Rocco Mancini
O escritório estava impregnado com o cheiro de incenso caro e o bafio de morte que meu pai carregava consigo como uma segunda pele. Francesco Mancini estava sentado na poltrona à minha frente, mas a luz das arandelas já não o favorecia. Ele parecia uma sombra desbotada do monarca que um dia me aterrorizou.
— Você está pálido, Rocco — ele observou, a voz como o farfalhar de folhas secas. — Não dorme?
Diz debochado, meu pai não estava preocupado comigo, e sim com a sua imagem.
— D