Vincenza Vitorino
O ar nos fundos do Petit Palais não era feito de oxigênio; era uma mistura densa de laquê, perfume de nicho, suor de nervosismo e a eletricidade estática de tecidos caros sendo manuseados com urgência. Se Milão tinha sido o meu batismo, Paris era a minha coroação. E coroações não admitem erros.
Eu estava parada no centro do caos, uma maestrina observando sua orquestra prestes a tocar a nota mais alta.
— A modelo do look doze está com um fio solto na bainha! — gritei, minha vo