Vincenza Mancini
O barulho das máquinas de costura no ateliê da faculdade é a única orquestra que não me exige reverência. Aqui, entre o cheiro de giz de alfaiate, o toque frio da seda crua e o vapor dos ferros industriais, eu não sou a moeda de troca de Rocco Mancini. Eu não sou a noiva prometida de Antônio Vitorino. Eu sou apenas Vincenza, a mulher que transforma dor em drapeado e sangue em cetim escarlate.
Minha nova coleção, batizada de “Omertà e Seda”, é o meu grito de guerra. É uma rebel