O corredor do hospital parecia não ter fim. Frio, silencioso, implacável. As luzes brancas acima piscavam de vez em quando, como se também estivessem cansadas. Catarina e Lorenzo sentaram-se lado a lado em uma fileira de cadeiras duras, o corpo exausto, a alma em frangalhos. Nenhuma palavra foi dita. Apenas o som abafado das orações sussurradas, misturadas ao som ritmado da respiração contida.
Catarina apertava as mãos com força, como se a fé pudesse ser materializada entre os dedos. O medo er