O escritório envidraçado no alto da Avenida Paulista exalava silêncio e encerramento. Era como se até os móveis soubessem que aquele dia marcava o fim de um ciclo.
Lorenzo Alcântara estava sozinho, olhando a cidade lá embaixo, como um rei que se despedia do seu trono sem perder a imponência. A capital fervilhava com sua pressa habitual, mas ali dentro tudo era calma, maturidade e decisão.
Sobre a mesa, a pasta com os últimos documentos assinados. O novo presidente do Grupo Alcântara estava pres