Mundo de ficçãoIniciar sessãoLorena Azevedo
A porta bateu atrás de nós com um estalo seco. E naquele segundo, eu deixei o mundo do lado de fora. Meu corpo tremia. Mas não de medo. Era fome. Era sede. Era o tipo de loucura que só acontece uma vez na vida. E ele... Rafael Ventura. Era mais do que um homem. Era uma força. Uma presença. Uma tempestade feita de carne, músculo e pecado. Eu me virei, empurrei a camisa aberta pelos ombros largos dele e encarei o peito firme, salpicado de pelos. Passei as mãos devagar, sentindo cada rastro de suor, cada linha daquele corpo feito pra destruição. Ele me olhava como se eu fosse presa. E eu me sentia exatamente isso. Uma presa implorando pra ser devorada. - Vira de costas - ele ordenou, com a voz mais grave que já ouvi. Obedeci. Os dedos dele puxaram o zíper do meu vestido com uma lentidão insuportável. O tecido desceu pelas minhas pernas, e eu fiquei ali - de calcinha, peito exposto, costas arrepiadas. As mãos dele vieram em seguida. Firmes. Quentes. Mandonas. Acariciando minha cintura, depois subindo pelos seios. Apertando. Massageando. Os dedos passando pelo meu mamilo já duro. - Você é linda pra caralho - ele murmurou no meu ouvido, a barba arranhando minha pele. - E tá pedindo pra ser fodida como nunca foi. Arfei. Me virei de frente. A fome dele nos olhos me queimou inteira. - Então faz isso. Agora. Ele me pegou no colo com facilidade absurda e me jogou na cama. Subiu por cima. As bocas colaram. As línguas brigaram. Os dentes morderam. Ele desceu a boca pelo meu pescoço. Mordeu a curva do meu ombro. Desceu mais. Os lábios dele encontraram meus seios e ali... eu esqueci quem eu era. A boca quente, a língua desenhando círculos, os dentes provocando. Gemi alto, sem vergonha, sem pudor. - Isso... assim... caralho, Rafael... Ele sorriu contra meu peito. - Continua gemendo meu nome, boneca. Quero ouvir você enlouquecer. Desceu pela minha barriga, beijando cada centímetro. Abriu minha calcinha com os dentes. Sim. Os dentes. E quando a boca dele tocou meu centro quente e latejante... meu corpo arqueou. A língua dele se movia como se tivesse coreografia. Firme, rápida, profunda. Ele sugava, lambia, mordia de leve. Como se quisesse me devorar viva. Gemi. Me contorci. Apertei os lençóis. E quando ele enfiou dois dedos dentro de mim, curvando da forma certa, junto com a língua sugando o clitóris... Eu gozei. Com força. Com raiva. Com alma. - Porra... - eu arfava. - Isso foi... foi... Ele subiu por cima de mim, me encarando. - E isso foi só o começo. Tirou a calça. E ali estava ele. Enorme. Grosso. Latejante. Pronto. Eu abri as pernas e puxei ele pra mim. - Me mostra do que um homem do mato é capaz. Ele riu, mas foi um riso safado, sujo, bruto. - Vai se arrepender de ter provocado, boneca. E então... Ele me penetrou. Com força. Com vontade. Com fúria. O gemido que escapou da minha boca foi obsceno. Alto. Dolorido de tão prazeroso.






