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Capítulo 5: O pecado que me fez sentir viva

Lorena Azevedo

A porta bateu atrás de nós com um estalo seco.

E naquele segundo, eu deixei o mundo do lado de fora.

Meu corpo tremia.

Mas não de medo.

Era fome.

Era sede.

Era o tipo de loucura que só acontece uma vez na vida.

E ele...

Rafael Ventura.

Era mais do que um homem.

Era uma força.

Uma presença.

Uma tempestade feita de carne, músculo e pecado.

Eu me virei, empurrei a camisa aberta pelos ombros largos dele e encarei o peito firme, salpicado de pelos.

Passei as mãos devagar, sentindo cada rastro de suor, cada linha daquele corpo feito pra destruição.

Ele me olhava como se eu fosse presa.

E eu me sentia exatamente isso.

Uma presa implorando pra ser devorada.

- Vira de costas - ele ordenou, com a voz mais grave que já ouvi.

Obedeci.

Os dedos dele puxaram o zíper do meu vestido com uma lentidão insuportável.

O tecido desceu pelas minhas pernas, e eu fiquei ali - de calcinha, peito exposto, costas arrepiadas.

As mãos dele vieram em seguida.

Firmes. Quentes. Mandonas.

Acariciando minha cintura, depois subindo pelos seios.

Apertando. Massageando.

Os dedos passando pelo meu mamilo já duro.

- Você é linda pra caralho - ele murmurou no meu ouvido, a barba arranhando minha pele. - E tá pedindo pra ser fodida como nunca foi.

Arfei. Me virei de frente.

A fome dele nos olhos me queimou inteira.

- Então faz isso. Agora.

Ele me pegou no colo com facilidade absurda e me jogou na cama.

Subiu por cima.

As bocas colaram. As línguas brigaram. Os dentes morderam.

Ele desceu a boca pelo meu pescoço.

Mordeu a curva do meu ombro.

Desceu mais.

Os lábios dele encontraram meus seios e ali...

eu esqueci quem eu era.

A boca quente, a língua desenhando círculos, os dentes provocando.

Gemi alto, sem vergonha, sem pudor.

- Isso... assim... caralho, Rafael...

Ele sorriu contra meu peito.

- Continua gemendo meu nome, boneca.

Quero ouvir você enlouquecer.

Desceu pela minha barriga, beijando cada centímetro.

Abriu minha calcinha com os dentes.

Sim. Os dentes.

E quando a boca dele tocou meu centro quente e latejante...

meu corpo arqueou.

A língua dele se movia como se tivesse coreografia.

Firme, rápida, profunda.

Ele sugava, lambia, mordia de leve.

Como se quisesse me devorar viva.

Gemi. Me contorci.

Apertei os lençóis.

E quando ele enfiou dois dedos dentro de mim, curvando da forma certa, junto com a língua sugando o clitóris...

Eu gozei.

Com força.

Com raiva.

Com alma.

- Porra... - eu arfava. - Isso foi... foi...

Ele subiu por cima de mim, me encarando.

- E isso foi só o começo.

Tirou a calça.

E ali estava ele.

Enorme.

Grosso.

Latejante.

Pronto.

Eu abri as pernas e puxei ele pra mim.

- Me mostra do que um homem do mato é capaz.

Ele riu, mas foi um riso safado, sujo, bruto.

- Vai se arrepender de ter provocado, boneca.

E então...

Ele me penetrou.

Com força.

Com vontade.

Com fúria.

O gemido que escapou da minha boca foi obsceno.

Alto.

Dolorido de tão prazeroso.

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