Rafael Ventura
Acordei com a cabeça latejando e o lençol embolado nas pernas.
Olhei pro lado.
Nada.
Ninguém.
A cama fria.
Passei a mão pelo travesseiro.
Ainda tinha o cheiro dela.
Mistura de perfume doce, suor e safadeza.
Mas ela já tinha ido embora.
Sem dizer o nome.
Sem um bilhete.
Sem nem deixar um rastro.
Me sentei na cama, passei a mão no rosto e respirei fundo.
O corpo doía.
Mas era aquela dor boa. Aquela que só vem depois de uma foda fora da curva.
E aquela mulher...
Por