Lorena Azevedo
Quatro meses.
Cento e vinte e dois dias.
Dezesseis semanas.
Incontáveis aprendizados.
E ainda assim, às vezes eu acordava no meio da madrugada com o corpo quente demais, o coração acelerado e um nome mudo nos lábios que eu fingia não lembrar.
Mas eu tava viva.
Tava de pé.
E mais que isso: tava vencendo.
Continuava morando com a Tati — ou melhor, ela continuava morando comigo, como ela mesma dizia, já que eu fazia questão de ajudar com tudo.
A gente dividia as contas do aluguel, d