O carro prateado parou diante da casa azul-turquesa na Rua das Flores. Paloma desligou o motor e deixou as mãos caírem pesadas sobre o volante.
Ficou ali, imóvel, observando através do para-brisa a fachada que conhecia desde menina. As trepadeiras de jasmim, plantadas anos antes por Charles, agora dominavam quase toda a parede. O perfume doce atravessava o vidro fechado, invadia a memória, puxava lembranças felizes que contrastavam cruelmente com a dor que ela trazia no peito.
Respirou fundo. C