Paloma não conseguia tirar os olhos do celular que vibrava sem cessar no banco ao lado. O nome que piscava na tela lhe queimava a retina.
César.
Ela sabia que, quando chegasse ao casebre, o sinal do celular desapareceria por completo.
Respirou fundo, encostou o carro sob a sombra de um juazeiro solitário e pegou o telefone com mãos trêmulas. Aceitou a ligação.
— Alô. — A voz saiu fria, quase mecânica.
Do outro lado, a resposta veio vibrante, calorosa, como se ele falasse de um mundo completamen