Paloma acordou devagar, sentindo primeiro o calor do corpo de César ainda colado ao seu. O braço dele repousava pesado sobre sua cintura, como uma âncora que a mantinha presa ali, segura e vulnerável ao mesmo tempo.
Piscou algumas vezes, acostumando-se à luz suave que filtrava pelas cortinas. O quarto ainda guardava o cheiro da noite anterior: pele aquecida, perfume dele, suor e desejo. Lembrou-se de cada instante, cada toque, cada suspiro, e uma onda de rubor subiu-lhe ao rosto.
César mexeu-se