Capítulo 51

César ouviu toda a explicação de Paloma em silêncio, os olhos semicerrados, o rosto completamente impenetrável.

Ela terminou de falar, hesitou, e voltou a encarar o prato.

— Então… foi isso — concluiu, nervosa. — Quando as luzes se apagaram, mexi na chave geral sem querer. Acabei desligando a bomba.

Arriscou olhar para César, ansiosa por algum sinal de que ele acreditava nela. Nada. Nem um músculo de seu rosto se moveu.

— Sim, você já falou isso. — Leliana interrompeu, seca, apoiando o queixo na mão. — Muitas vezes hoje, aliás.

O tom de impaciência a fez corar ainda mais.

Bela, no entanto, inclinou a cabeça com gentileza, como se realmente ouvisse cada palavra.

— Foi um engano compreensível, minha filha. — disse, tentando aliviar o peso do silêncio que caíra sobre a mesa.

Mas o silêncio voltou logo em seguida, denso, sufocante. Paloma queria desaparecer.

Foi então que a senhora quebrou a tensão:

— César, vi os desenhos maravilhosos que fez de Paloma. — disse com um sorriso discreto. —
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