Paloma ficou parada por alguns instantes, incapaz de se mover. O silêncio que se seguiu às últimas palavras de César era tão denso que quase lhe pesava no peito. Os músculos estavam rígidos, a respiração curta. Então, como se o corpo agisse por instinto, deu um salto e correu até a porta, fechando-a com força e trancando a chave com as mãos trêmulas.
Encostou a testa na madeira fria. O coração ainda galopava. As palavras dele ecoavam em sua mente: não ia machucá-la. Não, não parecia que seria c