KAELEN
— Eu não entendo o motivo. Por que você?
A pergunta pairou no ar entre nós, mais um dado a ser analisado no fenômeno que era Maya Collins. Enquanto ela processava minhas palavras, a observava com a atenção que dedicava a uma cultura celular particularmente resistente. Seus traços não possuíam a delicadeza etérea das aurélianas; eram marcantes. A linha de seu maxilar era forte, o nariz tinha uma ligeira curva que lhe dava caráter, os lábios eram cheios e expressivos, mesmo quando cerrados