KAELEN
O interior do carro humano exalava um cheiro residual de plástico novo e ar condicionado barato, um odor sintético que ofendia meus sentidos refinados. Era um veículo comum, um sedã elétrico de cor neutra, projetado para passar despercebido. Eu, Kaelen Aurelius, sentado no banco do passageiro de tal máquina, em um bairro qualquer da Baixa Nova Iorque, era a imagem definitiva do absurdo. Jamais imaginei que me sujeitaria a isso. Nosso povo aperfeiçoou a mobilidade urbana, limpamos o ar,