– QUEM FICA, QUEM OCUPA, QUEM PARTE
ANA
Não aconteceu de uma vez.
Foi aos poucos.
Primeiro, Daiane passou a levar Téo para a escola “porque já estava de saída com William”.
Depois, começou a buscá-lo também, dizendo que queria aproveitar mais o tempo.
— Ele é meu filho — dizia, com um sorriso suave demais.
Eu não discutia.
Não por concordar.
Mas porque havia aprendido que, naquela casa, o silêncio dizia mais do que qualquer confronto.
Téo estranhou no início.
— Você não vai comigo? —