– VERDADES QUE DOEM, AMORES QUE FICAM
O quarto estava em silêncio.
Não um silêncio vazio —
um silêncio pesado, carregado de coisas não ditas.
Téo estava acordado havia alguns dias.
Os ferimentos estabilizados.
O corpo ainda fraco, mas a mente funcionando rápido demais.
Ele observava tudo.
Os olhares trocados entre William e Ana.
As frases interrompidas.
O nome que ninguém dizia.
Foi ele quem decidiu encarar.
— Pai — disse, com a voz rouca, mas firme. — A gente pode parar de fingir?