capítulo 111

– VERDADES QUE DOEM, AMORES QUE FICAM

O quarto estava em silêncio.

Não um silêncio vazio —

um silêncio pesado, carregado de coisas não ditas.

Téo estava acordado havia alguns dias.

Os ferimentos estabilizados.

O corpo ainda fraco, mas a mente funcionando rápido demais.

Ele observava tudo.

Os olhares trocados entre William e Ana.

As frases interrompidas.

O nome que ninguém dizia.

Foi ele quem decidiu encarar.

— Pai — disse, com a voz rouca, mas firme. — A gente pode parar de fingir?

William ergueu o olhar devagar.

— Fingir o quê? — perguntou, mesmo sabendo a resposta.

— Que nada aconteceu — Téo respondeu. — Que minha mãe simplesmente… sumiu.

Ana sentiu o coração apertar.

William puxou a cadeira e sentou ao lado da cama, apoiando os cotovelos nos joelhos.

Respirou fundo.

Sem rodeios.

— Você tem razão — disse. — Já passou da hora de falarmos a verdade.

Téo assentiu levemente.

— Eu lembro do carro — continuou. — Lembro da buzina. Do impacto.

Fez uma pausa.

— Eu só
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