capítulo 111

– VERDADES QUE DOEM, AMORES QUE FICAM

O quarto estava em silêncio.

Não um silêncio vazio —

um silêncio pesado, carregado de coisas não ditas.

Téo estava acordado havia alguns dias.

Os ferimentos estabilizados.

O corpo ainda fraco, mas a mente funcionando rápido demais.

Ele observava tudo.

Os olhares trocados entre William e Ana.

As frases interrompidas.

O nome que ninguém dizia.

Foi ele quem decidiu encarar.

— Pai — disse, com a voz rouca, mas firme. — A gente pode parar de fingir?

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