capítulo 109

– O FIM QUE NINGUÉM PREVIU

DAIANE

O volante escapava das minhas mãos.

As lágrimas borravam tudo. A rua. Os faróis. O mundo.

— Não… não… — eu repetia, soluçando. — Era para ser ela… não ele…

A imagem voltava sem pedir permissão. O corpo pequeno. O impacto. O grito.

— Meu filho… — sussurrei, a voz quebrada. — Eu atropelei meu próprio filho…

O peito doía como se fosse rasgar. Respirar era impossível.

Pisei mais fundo.

O velocímetro subia. O carro tremia.

— Para! — gritei para mim mesma,
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