– O FIM QUE NINGUÉM PREVIU
DAIANE
O volante escapava das minhas mãos.
As lágrimas borravam tudo. A rua. Os faróis. O mundo.
— Não… não… — eu repetia, soluçando. — Era para ser ela… não ele…
A imagem voltava sem pedir permissão. O corpo pequeno. O impacto. O grito.
— Meu filho… — sussurrei, a voz quebrada. — Eu atropelei meu próprio filho…
O peito doía como se fosse rasgar. Respirar era impossível.
Pisei mais fundo.
O velocímetro subia. O carro tremia.
— Para! — gritei para mim mesma,