Mundo de ficçãoIniciar sessãoNòcluna foi fundada sobre o perdão. Séculos após sua criação, a ilha ainda guarda seu maior mistério: um sarcófago de sal e ferro que ninguém jamais conseguiu encontrar. Klaus Joseph passou trezentos anos aprisionado na Torre do Esquecimento. Sua vida foi forjada em sal, ferro e sofrimento. Agora, com o anúncio das Sete Provas Mortais, ele enxerga a oportunidade perfeita para recuperar seu nome e destruir aquele que o condenou. Mas em Nòcluna nada é o que parece. Entre bailes luxuosos, alianças perigosas, sedas e joias, verdades permanecem enterradas enquanto mentiras são vestidas como uma segunda pele. Alguns buscam poder. Outros desejam vingança. E há aqueles dispostos a sacrificar tudo para encontrar redenção. Porque em Nòcluna ninguém sai ileso. E o destino da ilha poderá ser decidido por aqueles forjados em sal, ferro e suor.
Ler maisKlaus Joseph Kael e Kamilla correm, de um lado para o outro. O pequeno garoto tem os mesmos fios castanhos claros de Katrine e os olhos verdes identificos a mim. Kamilla esbanja fios negros iguais aos meus e olhos azuis acinzentados da mãe. Avisto Katrine os olhando com o olhar repleto de lágrimas. Mael já está um jovem lobo, continua brincando como se fosse apenas um garoto. — Eles estão crescendo tão rápido. Ela fala, segurando minhas mãos. — Foram seis ciclos, minha ruína. O tempo passou tão rápido, parece que foi ontem a primeira vez que dancei com a minha esposa. Ainda lembro-me de como foi comer aquele bolo envenenado. — Está lembrando do bolo, hein, lobão? Katrine provoca, entrelaçando minha nuca. Sorrio de lado, há certas coisas que nunca mudará. — Como pude esquecer? Respondo, segurando sua cintura estreita. — Foi ali que tudo começou. Ela diz, corando. — E você se apaixonou. Completo. Katrine me beija, como se o fôlego do nosso toque f
Katrine Dois ciclos passou diante do luto. Cubro o meu ventre com ambas as mãos. — Pensei que vê-lo perecer iria me alegrar. Digo, não sentindo mais tristeza, mais algo diferente. — O que você sentiu? Klaus pergunta escrevendo em seu caderno. — Falta de algo que nunca foi meu. Digo com um sorriso triste. — Você não escreve mais? Ele muda de assunto, apontando para o caderno. Sorrio triste ao lembrar como fui feliz com meus livros, mais agora há algo novo me alegrando. — Sim. É verdade, não consigo abandonar minha escrita. Klaus me deu a sua biblioteca e já encomendou um baú de livros do mundo humano de presente. — Dois anos e tudo mudou. Sussurro, alisando o ventre protuberante. Ele foi o primeiro a sentir nosso filho, pelo coração. — Como é? Pergunto trazendo sua mão para a minha barriga que logo começou a mexer. — Poxa, são dois. Ele fala, se agachando, coloca a orelha e fecha os olhos. Consigo ver as lágrimas tímidas que lhe mancham seu rosto. — Você e eu ter
Katrine — Algum dia você vai me perdoar? Pergunto ao Klaus de tanta confusão, ele permanece em silêncio. — Já a perdoei, mas estou magoado. Sua resposta me faz avançar. Seguro suas mãos, ele apenas me olha frio como uma lança. E sorri triste. — Deve ter sido difícil. É tudo o que fala, antes de sair. Abraço meu próprio corpo. Ouço passos vindo do corredor, ergo o olhar para Liz que corre afobada. — Senhora, hum Katrine? Ela pergunta, todos sabem a verdade agora. — Diga, Liz. Ela me entrega uma carta com o selo de leão dourado. Pego com os dedos trêmulos, e rompo o selo. Meus ombros alcançam minhas orelhas ao ler o conteúdo da carta. — Zyhel está morrendo. Consigo falar para Liz, ela apenas me abraça em silêncio. Não pensei que doeria assim, tanta frieza e ações que me fizeram desistir de ter seu amor agora são irrelevantes. — Meu pai está morrendo! Brando alto demais. Liz me segura enquanto os tremores que me toma. Ouço passos, e em seguid
Katrine Ainda não consigo olhar nos olhos de Klaus.Para piorar minha situação, Celeste ainda espera uma resposta, ou uma argumentação.Lágrimas mancham minhas bochechas.Algo dentro do meu peito queima com uma incontável dor.Talvez seja a vergonha, ou apenas a verdade que foi finalmente revelada.Anos a fio sem saber como era ouvi meu próprio nome.Katrine.Quase esqueci como era ouvi, quase esqueci de que um dia isso mudaria.Me sinto suja por ter mentido por anos!Ouço passos.— Me explica isso, agora.Ouço o macho rosnando atrás de mim.— Não consigo.Falo, enquanto mais lágrimas escorrem.Celeste se senta na cadeira a minha frente, cruzando suas botas na mesa de Klaus.Ouço os dentes dele ranger.Em tão pouco tempo e a minha irmã já o tirou a paciência.Respiro fundo.Seco as lágrimas, enquanto fico de pé, meus ombros quase tocam as orelhas.— Vou deixar vocês conversarem.Klaus fala, quase saindo, antes que ele vá eu seguro seu braço.Ele olha primeiro para o braço e depois pa
Último capítulo