Ponto de vista: Rafaella Ferraro
A manhã chegou com um peso estranho no estômago. Rafaella despertou com o gosto amargo da bile na garganta e correu para o banheiro, segurando o cabelo com uma mão enquanto a outra se apoiava no mármore gelado da pia. O enjoo era mais forte do que qualquer outro que tivesse sentido nos últimos tempos — mais intenso que o nervosismo antes das reuniões, mais pesado que a ansiedade depois dos atentados.
Sentou-se no chão frio, ofegante, tentando entender o que seu