O dia nasceu frio, com um vento que parecia arranhar a pele.
O fogo na caverna já era só cinza, e o cheiro de fumaça ainda grudava nas roupas, misturado ao de terra úmida e sangue seco.
A luz filtrava-se pelas fendas da pedra, revelando poeira no ar — cada partícula parecia dançar preguiçosa, sem saber que o mundo lá fora estava à beira de mais uma guerra.
Danilo ainda dormia, deitado ao meu lado, o braço pesado em volta da minha cintura, o rosto calmo de um homem que esqueceu o que é ser alfa.