O silêncio depois da guerra nunca é paz.
É um tipo de ruído mudo, cheio de fantasmas, onde o som das espadas ainda ecoa dentro da cabeça e o cheiro do sangue se mistura ao ar como se o mundo tivesse esquecido de respirar.
O campo estava coberto de corpos.
Homens, lobos, sombras.
Nada distinguia um do outro.
A lua os observava lá do alto, pálida, fria, indiferente.
Eu tremia.
O corpo doía em lugares que nem sabia que existiam.
Os joelhos arranhados, o corte no ombro ainda sangrando, e o co