A lua estava vermelha.
Não de magia, mas de sangue.
O céu, coberto de fumaça, refletia o caos que tomava o vale.
O som distante de gritos e aço ecoava entre as montanhas como um trovão antigo , o rugido da guerra que eu mesma havia provocado.
O frio cortava o ar.
O cheiro de ferro e medo misturava-se à terra úmida sob meus pés.
Cada passo que eu dava era um lembrete de que já não havia refúgio.
Eu corria.
O ombro ainda latejava pela flecha arrancada na fuga.
O corpo cansado, a respiração