O primeiro som que ouvi ao despertar foi o da chuva batendo no telhado.
Um som lento, constante, como se o mundo estivesse tentando me lembrar de que eu ainda estava vivo.
Demorou alguns segundos até entender onde estava.
O cheiro de sangue seco e madeira velha me trouxe de volta.
O corpo doía em todos os lugares.
A respiração era curta, irregular.
Quando tentei me mover, senti o curativo puxar a pele e a dor me rasgar por dentro.
Mas não era isso que me preocupava.
O quarto estava vazio.
A peq