A floresta parecia não ter fim. As árvores, molhadas pela chuva da madrugada, formavam uma parede densa que escondia o céu.
Cada passo era um esforço, cada respiração um lembrete de que eu ainda estava viva e sozinha.
O vento carregava o cheiro do norte, o mesmo caminho que o instinto insistia em me empurrar, como se a própria lua me guiasse, mesmo quando eu tentava me afastar dela.
A roupa encharcada grudava na pele. As botas estavam rasgadas, e o frio cortava como lâmina.
Eu só pensava em co