O abrigo estava em silêncio quando saí naquela manhã. O sol mal tinha nascido, e a rua ainda guardava o frio da noite. Meus passos ecoavam pelo calçamento, e eu carregava comigo uma sensação de vazio que nenhum cobertor, nenhum café e nenhuma mentira conseguia aquecer.
Desde que o estranho havia voltado, desde que suas palavras ecoaram em minha mente, eu não tinha paz. Ele me oferecera algo que, até então, parecia impossível: liberdade. O rompimento do vínculo, a promessa de que eu poderia vive