Samantha
Sentamos lado a lado no banco, ombros quase se tocando. As palavras demoraram, o corpo estava cheio de outras coisas.
Quando ele virou o rosto, a distância entre nossas bocas ficou de um palmo. Aconteceu como acontece quando a maré sobe: sem pergunta, sem sobra.
O beijo veio calmo, fundo. Não era o clamor da noite anterior, era assentamento. O peito dele encontrou a minha mão, minha respiração acertou o passo.
— Ainda não é hora. — sussurrei, encostando a testa na dele — Ainda não.