Samantha
A Lua não fala como pessoas. Ela empurra imagens, acende presságios, afina os sentidos até que o corpo inteiro vire ouvido. Na madrugada, vi o que precisava ver.
Trilhas pisadas por botas, metal brilhando entre a folhagem, o brasão de Kaius num manto escuro, o barulho seco de tiros rasgando a noite, crianças encolhidas nos cantos, lobos segurando a linha até o limite. Acordei com o coração galopando e o gosto da urgência na boca.
Arwen encostou a cabeça no meu peito, por dentro.
— “Va