Duplo Alfa

Duplo AlfaPT

Lobisomem
Última actualización: 2026-02-26
Selene J. M.  En proceso
goodnovel18goodnovel
0
Reseñas insuficientes
7Capítulos
1leídos
Leer
Añadido
Resumen
Índice

Hannah acabou de chegar a Twin Falls, uma cidade cercada de segredos e mistérios que parecem sussurrar através das sombras. Nova e sem ninguém em quem confiar, ela tenta reconstruir sua vida, mas logo percebe que algo está errado. A medida que Hannah se aproxima da verdade, percebe que a cidade esconde forças muito antigas, lobos que espreitam na escuridão e profecias que poucos ousam mencionar. Cada passo que dá a coloca mais perto de um destino que ela nunca imaginou, onde confiança e desejo se misturam, e a linha entre amigos e inimigos se tornam cada vez mais tênue. Em Twin Falls, nada é o que parece… e para sobreviver, Hannah terá que descobrir em quem confiar. "O que você faria se a verdade que ameaça destruir você viesse com olhos que você não consegue resistir?"

Leer más

Capítulo 1

1 PURO INSTINTO

HANNAH

  Acordei com o barulho de uivos ao meu redor e uma dor aguda atrás da minha cabeça que me fez fechar os olhos novamente, gemendo baixinho. Como reflexo, minha mão seguiu para a parte dolorida e notei que havia um pouco de sangue, mas antes que eu pudesse assimilar o que estava acontecendo ou onde eu poderia estar, ouvi o estalo de um galho próximo a mim. Senti algo se aproximando e minha intuição dizia que não era um animal pequeno. Enquanto eu procurava de onde poderia ter vindo o barulho, um rosnado soou atrás de um arbusto a minha direita, com toda certeza, era um lobo, não parecia o rosnado de um cachorro, então só poderia ser... Um lobo.

  Comecei a correr, não tinha muito o que pensar. Você já deve ter visto um lobo em um zoológico ou em uma reserva, certo? Eu já, e sabia que estava encrencada. Eles são animais grandes, fortes e o que mais me preocupava neste momento, sua agilidade. Droga! Eles são muito rápidos, nem sei por que estou me esforçando tanto para correr. Talvez seja apenas o meu instinto de sobrevivência falando mais alto.

  Eu estava um caos, minha mente não conseguia focar em nada, além da súbita necessidade de fugir. Minha camisola de seda branca, agora rasgada em várias partes, se tingia com meu sangue. A cada passo mais arranhões surgiam onde galhos e pedras se chocavam contra mim, com o ar gélido dessa densa floresta queimando minha pele exposta.

  Meus pensamentos fluíam como um rio, em várias teorias, tentando entender o que estava acontecendo comigo. Imaginei se pudesse ter sido drogada, sequestrada ou mesmo violentada. Não sinto que seja o ultimo caso, pois a única dor que invade minha alma, neste instante, é dessa pancada na minha cabeça. É como se pulsasse junto com o meu coração, e além dos arranhões de agora, não acredito que outra coisa tenha acontecido. Mas com relação ao sequestro, já é outra história. É a única explicação que vejo para ter acordado aqui. Então me pergunto do por que de estar sozinha. Quem poderia querer meu mal nesta cidade? Não conheço praticamente ninguém ainda, então por qual razão alguém iria querer me machucar ou desejar minha morte.

  Em meio a minha fuga, tropeço em alguns galhos secos, a floresta está se recuperando depois do intenso inverno. Pelo menos, foi o que me foi dito nesta semana que estou aqui. De relance, olho para cima e pela altura da lua, imagino que já se tenha passado da meia noite. Eu não sabia como tinha vindo parar aqui e a razão de estar usando uma roupa tão reveladora, ainda mais nesse frio. O mais importante agora é continuar a correr. Quem em sã consciência sairia por aí com uma camisola quase transparente? Minhas bochechas poderiam estar queimando de vergonha se eu não estivesse em pânico, lutando pela minha vida.

  É engraçado como passa mil coisas em nossa cabeça quando a gente acha que é o fim. Como um rolo de filme antigo nos apresentando o passado, presente e um breve vislumbre de como poderia ser nosso futuro.

  Eu recordo que sempre me senti muito sozinha, minha família nunca se importou verdadeiramente comigo, a não ser o meu pai. Sua bondade era como um oceano sem fim e sinto saudades dele todos os dias. Essa não é uma boa hora para chorar, mas não consigo conter as lágrimas que rolam pelas minhas bochechas. Eu era muito nova quando ele se foi, mas tenho lembranças de todos os nossos momentos juntos. O que me faz pensar no motivo de ter me mudado há pouco tempo para Twin Falls. Não que fosse a minha primeira opção, mas queria apenas sumir por um tempo, ou talvez para sempre, daquela vida que eu conhecia. Estava cansada das preocupações falsas da minha madrasta, que queria apenas me controlar e da minha 'irmã' dissimulada. Da sua boca podiam sair palavras doces, mas os olhos não mentem; como dizem, ele é o espelho da alma; fora o desprezo em seu tom de voz denunciavam que o meu lugar não era ali.

  Tudo era um lembrete que eu estava sendo um peso para elas, ainda mais depois que meu pai faleceu. As coisas mudaram completamente entre nós. Foi a partir deste ponto, que percebi que nunca fui amada por elas, eu vivi em uma peça teatral dirigida pela minha madrasta durante anos e não havia percebido. Para piorar ainda mais a situação, fiquei desempregada. Sempre fui muito esforçada, mas as portas estavam se fechando diante de mim e nada do que eu fazia parecia ser bom o suficiente. Isso me esgotava, estava nítida que minha presença já não era bem vinda à minha própria casa, então peguei algumas economias que juntei quando ainda tinha um salário e decidi sumir da vida delas.

  Encontrei por um acaso o folheto de turismo da cidade de Twin Falls, achei lindas as quedas d’água e as paisagens que a rodeavam, talvez neste lugar eu pudesse viver sem tanta pressão ou alguém colocando falsas expectativas sobre mim.

  Quando cheguei ao condado não conhecia ninguém e como ainda era dia, passei de comércio em comércio perguntando se precisavam de alguém para trabalhar.

  Parece loucura sair da cidade onde você cresceu para se aventurar em um lugar novo, sem nem ao menos pesquisar o que eu poderia fazer para me manter ou onde iria morar, mas sentia que algo me chamava, talvez fosse apenas o desespero de um novo começo.

  Não precisei procurar muito, logo consegui emprego em um café e o que era mais impressionante, a proprietária me ofereceu um quartinho no segundo andar, pois estava vago para alugar. Ela disse que não me cobraria muito. Deveria estar com pena da minha situação, pois cheguei apenas com a roupa do corpo e uma mochila nas costas.

  A senhora se chamava Lucy Pierce, ela tinha uma aparência bem cuidada, a única coisa que poderia denunciar sua idade eram os cabelos grisalhos, porque suas marcas de expressões eram quase inexistentes. Admirei por um momento sua pele radiante, não sei ao certo como chegamos ao assunto de quantos anos tínhamos, mas continuo admirada com a beleza dessa senhora. Ela também morava no segundo andar, sua casa tinha três quartos. Enquanto era me apresentado o local, avistei uma mulher mais jovem saindo de um dos quartos principais, ela tinha cabelos castanhos, com toques avermelhados, suas mechas caíam como em ondas até o quadril, o que fazia lembrar muito meu próprio cabelo, quando o deixava solto, mas seus olhos eram azuis como um céu claro de outono, assim como os da Sra. Pierce. Presumi então que fosse sua filha, e ela sorriu para mim, estendendo uma mão, se apresentando como Lilly Pierce. Já nos demos bem logo de cara. Se eu tivesse imaginado como a Sra. Pierce seria mais nova, agora não teria mais dúvidas, pois esta moça era sua cópia em igual beleza.

  Lilly me mostrou um pouco da cidade e eu achei tudo uma graça. Durante esses dias parecíamos uma só, pois onde uma estava a outra também poderia ser encontrada. Ouvi tanto a respeito da cidade, que fiquei ansiosa pelo final de semana para poder explorar mais das riquezas naturais que o local proporcionava. Porém havia algo de errado, como um sexto sentido avisando que eu estava deixando algo passar.

  A minha ânsia por uma vida tranquila me deixou cega para alguns detalhes que eu não havia notado, mas agora, correndo no meio dessa floresta escura, apenas com a visão que a lua cheia proporcionava, algumas imagens me vinham à mente em meio a minha respiração ofegante. Lembrei-me de alguns olhares estranhos que os moradores lançavam para nós, enquanto andávamos pelas ruas, e de algumas moças que cochichavam ao passarem do nosso lado. Lilly me falou para ter cuidado com elas, pois eram todas falsas e invejosas, queriam ter o que não podiam. Ela mencionou isso de uma forma bem audível, acredito que de propósito para que aquelas fofoqueiras pudessem escutar. Achei um pouco rude da parte da Lilly, mas o fato de saber que estavam falando pelas nossas costas, não me fez ter pena delas.

  Notei também que muitos homens iam ao café, eles me encaravam descaradamente enquanto eu preparava seus pedidos. Acredito que nessa semana em que comecei a trabalhar, não havia atendido uma cliente mulher. Não estou reclamando, apesar da aparência rústica dos clientes, eles eram bem atraentes, mas seus olhares atrevidos eram um tanto desconfortáveis. Ainda mais para mim que não estava acostumada com esse tipo de atenção. Não me considero uma mulher tão bonita, mas posso entender a leve curiosidade. Acredito que podemos comparar como quando se é transferido de uma escola na metade do ano e o novato passa ser uma 'novidade atraente'. O que eu não sabia é que a minha vinda a essa cidade não se resumiria apenas a olhares e burburinhos.

  Tento me recordar quem poderia ter me golpeado na cabeça e me largado aqui. Acho que não deu tempo de ver o rosto da pessoa. Poderia ter sido alguma daquelas mulheres que vimos durante a semana, elas pareciam não ter gostado muito de mim. Não consigo pensar em mais ninguém que poderia estar envolvido. Se for por causa de ciúmes ou inveja, como a Lilly havia mencionado, elas exageraram muito, pois não me vejo com nenhum dos homens desta cidade. Ou se for algum tipo de pegadinha ou iniciação para novos moradores, isso seria totalmente insano. Quem largaria uma pessoa inconsciente na floresta com animais selvagens?

  Eu só queria um pouco de paz, não do descanso eterno que aparentemente alguém queira me dar, mas apenas uma vida tranquila e sossegada.

Desplegar
Siguiente Capítulo
Descargar

Último capítulo

Más Capítulos

También te gustarán

Nuevas novelas de lanzamiento

Último capítulo

No hay comentarios
7 chapters
1 PURO INSTINTO
2 CERTA SIMILARIDADE
3 CAÇADA DO EQUINÓCIO DE PRIMAVERA
4 DEVANEIOS DE UMA MENTE SÃ
5 ACORDANDO DE UM SONHO
6 JOGO DE SEDUÇÃO
7 MINHA COMPANHEIRA
Explora y lee buenas novelas sin costo
Miles de novelas gratis en BueNovela. ¡Descarga y lee en cualquier momento!
Lee libros gratis en la app
Escanea el código para leer en la APP