Nove meses depois.
A lua cheia iluminava o céu acima da alcateia, brilhando no céu escuro, banhando todo o jardim e as casas com sua luz prateada. As paredes de madeira do quarto de Petra estavam banhadas pela luz prateada, que entrava por uma janela aberta, e o ar estava pesado, cheio do cheiro metálico de sangue, suor e medo. Os gritos dela ecoavam por toda parte, misturados ao esforço desesperado de trazer sua cria ao mundo.
Petra estava deitada na cama, o corpo arqueando em ondas de dor que a faziam ranger os dentes. O lençol de claro já estava encharcado de suor e sangue, e cada contração parecia rasgar seu corpo em pedaços. Ao redor dela, as lobas mais velhas da alcateia se movimentavam com urgência, trazendo toalhas, panos e bacias de água quente. Camilla e Lyra estavam ao lado, cada uma segurando uma de suas mãos, tentando dar forças a ela, mas nem isso parecia suficiente diante do sofrimento que ela enfrentava.
— Ele não… não quer vir — Petra arfava, lágrimas escorrendo de se