Ficou ali, imóvel, o coração ainda acelerado e a mente fervilhando. O quarto estava mergulhado em penumbra, o som da respiração pesada de Joaquim preenchia o silêncio como um lembrete constante da noite que acabaram de viver.
Ela se sentia estranha, vulnerável. Não era arrependimento. Não era culpa. Era medo.
Medo do que aquilo significava.
Ela sabia como ele podia ser instável, como fugia sempre que as emoções ficavam mais fortes do que sua racionalidade doentia. Ele era bruto, intenso, e depo